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O "amor romântico" e a fase da adolescência, a fase menos inteligente das nossas vidas :)

Domingo, 02.09.18

 

 

Hoje de manhã acompanhei o programa "O Amor é" onde se falou no "amor romântico" e em "românticos incuráveis" :)

Com a idade aprendi a ver o amor para além de todos os romantismos e ciúmes. Como uma espécie de afinidade e cumplicidade luminosa e primordial. E ao aprender a ver assim o amor, percebi que essa visão do amor me era já familiar.

O problema que nos acontece na vida é a adolescência, essa fase de transformação que nos torna "românticos" :) Até aí somos praticamente controlados pela razão. O que nos motiva é a descoberta do mundo e das pessoas, mas não nos fixamos numa particularmente e de forma obsessiva :)

Este descontrole só passa com a idade e a experiência. Em vez de idealizarmos o outro, vêmo-lo como ele é. E o que ele é, é muito melhor do que a nossa idealização ("romantismo"). A fantasia dá lugar à verdade.

 

O amor e a verdade é muito mais forte do que o amor que necessita de fantasiar. Nunca se apaga, mantém a claridade e o calor.

Em vez de ciúme (outro tema abordado no programa), quem ama fica apenas triste, por respeitar o outro. Ninguém tem o direito de limitar alguém, de o travar no seu percurso, de o diminuir. Pelo menos, no amor como o vejo hoje, e como, muito provavelmente, terei visto antes de me passar por cima a fase adolescente, isto é, a fase menos inteligente das nossas vidas :)

A tristeza de ver alguém partir mistura-se estranhamente com a esperança de ambos sermos felizes à nossa maneira. Pode parecer demasiado frio e distante, mas é a melhor forma de amar.

 

E um dia "fazemos o ninho" noutro lugar, talvez noutra latitude, talvez de uma forma totalmente nova para nós.

Na verdade, a nossa felicidade e bem-estar não devem depender da companhia do outro, mas da confiança de viver de forma consciente e equilibrada.

 

E é por tudo isto que nunca conseguirei escrever um best-seller sobre o amor :)  

 

 

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publicado por Ana Gabriela A. S. Fernandes às 11:08

Uma perspectiva interessante do amor

Quinta-feira, 06.10.16

 

Alain de Botton é um jovem filósofo culto, criativo, cheio de energia e bom comunicador.

É essencialmente conhecido pelo seu livro O Consolo da Filosofia, um excelente exercício sobre alguns filósofos e como nos podem ensinar a viver melhor.

Uma das suas melhores ideias foi, sem dúvida, The School of Life. E, mais recentemente, The Book of Life.

Mas também Art as Therapy nos inspira a reflectir sobre a vida, os relacionamentos, o trabalho.

 

Hoje encontrei este vídeo delicioso sobre o amor, uma perspectiva muito interessante do que é realmente o amor, o amor adulto.

Partindo do amor romântico, que descreve de forma humorística, propõe uma visão realista e até pessimista do amor. Dito assim, parece retirar ao amor o seu lado excepcional, fora da vida normal e rotineira, e é mesmo isso que propõe. Se retirarmos as ideias românticas - como mostrar-se tal como se é, não ter segredos, e esperar ser aceite assim mesmo -, o que fica do amor? Precisamente, o amor é tudo o que existe de real depois de retirar o romantismo. É hilariante, visto nesta perspectiva.

 

 

 

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publicado por Ana Gabriela A. S. Fernandes às 15:39








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